História

Uma vida entre dois mundos: Brasil e França, arte e costura, liberdade e compromisso. Monica Nogueira é uma criadora que transforma seu legado em uma moda audaciosa, sustentável e profundamente engajada.
Nascida em Goiânia, no Brasil, cresceu cercada de tecidos e agulhas, guiada por sua mãe, Emiliana Silva Nogueira, sua “fada madrinha”. Foi com ela que recebeu seus primeiros ensinamentos: respeito pelo gesto, compreensão das formas, valor de um material que já viveu. Seu vínculo íntimo com a floresta, o cerrado e as culturas indígenas ainda hoje nutre seu relacionamento com a natureza: nunca desperdiçar o que a terra oferece.
Antes de sua marca, Monica fez o mundo vibrar como dançarina e cantora do grupo Kaoma (Lambada). Essa relação com o movimento moldou sua visão: a moda deve ser viva, livre e enraizada na realidade.
Em Paris, ela se formou em costura na École Fleury Delaporte nos anos 90 e descobriu os bastidores da alta exigência artesanal. Mas, quanto mais avançava, mais via os excessos de uma indústria que produz demais, rápido demais, longe demais. Superprodução, materiais desperdiçados, uniformização, exploração: um sistema que ia contra seus valores.
Quando se tornou mãe, tudo se cristalizou. O futuro de sua filha Anaï e o do planeta se confundiram. Ela se recusou a alimentar uma indústria que destrói mais do que cria. Então tomou uma decisão: criar de forma diferente, criar melhor, criar menos.
O upcycling se tornou sua resposta — um ato de resistência, uma forma de dar futuro ao que foi abandonado. Não se trata de uma tendência, mas de uma escolha política, estética e íntima: preservar, transformar, transmitir.
Dessa convicção nasce a casa Monica Nogueira: uma marca de upcycling de alto padrão, livre e poética, nascida em Paris e nutrida pelas florestas do Brasil. Uma moda que recusa o efêmero e diz sim ao valor do tempo, do gesto e do sentido. Uma moda que respeita.
Aqui, uma criação nunca é apenas uma roupa: é uma declaração, uma forma de honrar a matéria, a memória e a terra. Sua marca carrega a força do renascer, a luminosidade de trajetórias atípicas e a convicção de que a moda ainda precisa de histórias humanas, imperfeitas e corajosas. Ela não vem do luxo, ela vem da verdade.
